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O poder dos blogues na aula de Português

Sílvia Melo Pfeifer, Coordenadora do Ensino Português na Alemanha, publica em “Computer Assisted Language Learning” o artigo “Blogs and the development of plurilingual and intercultural competence: report of a co-actional approach in Portuguese foreign language classroom“. O artigo, baseado numa experiência pedagógica com alunos de PLE, evidencia o papel da interação eletrónica, em geral, e dos blogues, enquanto ferramenta particular, na criação de momentos de autêntica comunicação intercultural, permitindo uma aproximação ao mundo dos aprendentes que têm o Português como Língua Estrangeira. O estudo coloca em contacto alunos de PLE na Alemanha e em Espanha que tentam desenvolver tarefas comuns recorrendo à nova língua. O estudo parte da hipótese de que os blogues contêm em si muitas potencialidades interacionais e co-acionais que podem ser exploradas em contextos de aprendizagem formal e informal de Línguas Estrangeiras.

Resumo:

Focusing on the topic of the development of the plurilingual and intercultural competence through the integration of electronic communicative practices both in foreign language classrooms and non-formal contexts, this work aims at defining and characterizing, in view of a co-actional perspective, a “pedagogical blog”, by considering it from three different axes: a personal and social dimension, a collaborative and coactional dimension and the management of linguistic and cultural repertoires dimension. In order to do so, this contribution presents and describes a case study which will highlight how blogs can be used in order to develop plurilingual and intercultural competences: we will present the classroom dynamics developed by the blog “Falar pelos cotovelos”, a year-long project created within the scope of the teaching and learning of Portuguese as a foreign language, in a non-formal setting (non-scholar public). Throughout the discussion of this purposeful sampling, our analysis will allow us to consider pedagogical blogs as means of socialization, as instruments at the service of exolingual interaction and as time-spaces for languages and cultures.”

Obra “Comunicação Eletrónica na Aula de Português Língua Estrangeira”, coeditada por Sílvia Melo Pfeifer & Maria Helena de Araújo e Sá

Comunicação EletrónicaSílvia Melo Pfeifer, coordenadora do Ensino Português na Alemanha, e Maria Helena de Araújo e Sá, Professora associada com agregação em Didática e Tecnologia Educativa pela Universidade de Aveiro, coeditaram a obra “Comunicação Eletrónica na Aula de Português Língua Estrangeira”, publicada pela LIDEL, em 2013. Esta obra reúne contribuições de diversos especialistas acerca do uso de instrumentos de comunicação eletrónica na aula de PLE. Não obstante este contexto (PLE), as aplicações práticas descritas e avaliadas podem adaptar-se a outros contextos de circulação e de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, nomeadamente enquanto Língua Materna ou Língua de Herança.

A obra coloca em destaque a multiplicidade de usos e de papéis que a interação online pode assumir no quadro de uma Didática da Língua orientada pelos princípios do plurilinguismo, do multiculturalismo e do socioconstrutivismo.

Os textos que compõem o presente volume debruçam-se sobre a utilização de diferentes instrumentos de comunicação eletrónica (chat, fórum de discussão, blogue, etc.) em contextos nacionais e internacionais (nomeadamente Brasil, Espanha e Estados Unidos) de ensino/aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, com objetivos diversificados: desenvolvimento da competência intercultural e da competência de comunicação, da autonomia e da motivação.

Contribuições

Capítulo 1
Interatividade, interações e affordances na comunicação pedagógica mediatizada por computador
Francois Mangenot

Capítulo 2
Estratégias de aprendizagem/comunicação na interação exolingue em chat
Sílvia Melo-Pfeifer/Maria Helena Araújo e Sá

Capítulo 3
Construção das representações das línguas e das suas aprendizagens em situação de chat entre alunos de português e inglês como línguas estrangeiras no ensino superior
Mário Rui Domingues da Cruz/Maria Helena Araújo e Sá

Capítulo 4
Aprendizagem do português língua estrangeira por estudantes de língua materna alemã em contexto de blended learning: chat e exercícios interativos online na distinção entre o pretérito perfeito simples e o imperfeito
Carla Sofia Amado

Capítulo 5
Blended learning: cultura virtual para língua presencial
Jacques Songy

Capítulo 6
Relação entre comunicação e forma no ensino e aprendizagem de português como língua estrangeira em contexto teletandem
Aline de Souza Brocco/Douglas Altamiro Consolo

Capítulo 7
Interação em ambiente virtual no ensino do português como língua estrangeira adicional
Lucia Rottava/Antônio Márcio da Silva

Capítulo 8
O blogue pedagógico-didático numa abordagem coacional em aula de português língua estrangeira
Sílvia Melo-Pfeifer

Capítulo 9
Computadores e Internet para o ensino da literatura e cultura portuguesa num contexto de português língua estrangeira
Iolanda Ogando

Mais informações em http://www.fca.pt/cgi-bin/lidel_main.cgi/?op=3&mnu=21&edicao=1&isbn=978-972-757-708-8&novidade=0.

“Português Língua Não Materna: Investigação e Ensino”

9789727579280 Português Língua Não MaternaAté final deste mês de janeiro, aparecerá em livraria a obra “Português Língua Não Materna: Investigação e Ensino” publicada pela LIDEL (na coleção dirigida por Maria José Grosso) e organizada por Rosa Bizarro, Maria Alfredo Moreira e Cristina Flores, a qual colhe a preciosa colaboração de vários especialistas da área.

Nas palavras das organizadoras, este livro dirige-se principalmente “a professores, investigadores, formadores e outros interessados na educação de sujeitos para quem a língua materna não é a língua oficial do país de acolhimento, que se encontram a trabalhar e/ou estudar em contextos educativos formais e não-formais, e para quem as problemáticas do ensino e da aprendizagem do PLNM são relevantes”  (p. 18).

Aceda aqui à ficha técnica, ao índice e à introdução da obra.

“A vida a rimar”, por Mino

“A vida a rimar”, escrita por Mino (Cristiano Dias), é uma obra infanto-juvenil com dez histórias impregnadas de mensagens e valores que devemos cultivar. As histórias, escritas em verso, constituem uma viagem pela infância e primeira adolescência, explorando temáticas como os romances e desilusões amorosas dos pequenos, os queixumes de crianças de países desenvolvidos em contraste com meninos que nada têm, a desertificação das aldeias e o heroísmo da profissão de bombeiro. Desfilam nestas histórias crianças que vivem emoções e aventuras que surgem no seu (e nosso) quotidiano. Para pequenos e grandes que não se esquecem que já o foram…

A vida a rimar

Extrato de um história:
Acidentes culinários
 
Uma azáfama constante,
Um ritmo alucinante
Mas pra quê ou quem?
Tudo pro Dia da Mãe!
Duas horas para ela chegar,
Por isso toca a trabalhar
Uma grande empreitada,
Dois bolos de enfiada!
Um a seguir ao outro,
A ver se não dá para o torto
Sorte o papá ser bestial,
Cozinheiro profissional!
Na cantina da escola,
Chefe de alta bitola!
E os seus cozinhados,
quase sempre adorados
Uma ementa saudável,
Deliciosa e agradável!
(Informação enviada por Marla Andrade).

14.ª edição do Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica

Entre 21 e 23 de fevereiro de 2013 irá realizar-se a 14.ª edição do Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica.

No âmbito do certame, atribuem-se, anualmente, vários Prémios Literários, nomeadamente o Prémio Conto infantil Ilustrado e o Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus, destinados a públicos escolares, nas rubricas conto infantil e poesia, respetivamente.

Até 30 de novembro, está aberto o concurso Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus que, desde 2005, se destina a galardoar, anualmente, um Conto ou um Poema inéditos, em português, escritos por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, naturais de países de expressão portuguesa. O presente Regulamento estipula o envio de três exemplares dactilografados de cada texto a concurso. Cada concorrente poderá apresentar o máximo de dois trabalhos e os textos deverão ser apresentados por escrito e sob pseudónimo. Na edição de 2013, o prémio distinguirá Poesia, sendo que os interessados em participar deverão enviar os trabalhos até 30 de novembro. O valor deste Prémio Literário é de mil euros e, para além disso, o Poema premiado será publicado na edição seguinte da Revista Correntes d’ Escritas.

Até 10 de janeiro, as escolas interessadas podem concorrer ao Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas Porto Editora. Este prémio destina-se a galardoar, anualmente, um Conto Ilustrado inédito, em língua portuguesa, realizado por alunos – conto e ilustração – que frequentem o 4º. ano de escolaridade do 1º. Ciclo do Ensino Básico. O Prémio visa estimular a criação literária, especialmente o desenvolvimento da comunicação escrita e criativa e destina-se a trabalhos coletivos (realizados por todos os alunos de uma turma) com um mínimo de uma e um máximo de três páginas. Cada Escola poderá concorrer com o máximo de dois trabalhos por turma do 4º. ano de escolaridade. Consulte o regulamento no portal municipal.

 

(Toda a informação em http://www.cm-pvarzim.pt/groups/staff/conteudo/noticias/correntes-d2019escritas-divulga-premios-literarios-para-2013/)

Sugestão de leitura: “Diferenciação Pedagógica e Diversidade – Ensino de Alunos em Turmas com Diferentes Níveis de Capacidade”

O livro, publicado pela Porto Editora em 2008, reflete acerca de diferentes tipos de diversidade na sala de aula, fornecendo pistas para uma gestão da heterogeneidade de perfis com que o professor se pode confrontar. Da autoria de Carol Ann Tomlinson, o livro fornece sugestões práticas e uma base teórica fundamentada (sem ser exaustiva e aborrecida).

Capa do livro

Para acesso à ficha técnica, índice e um pouco do seu conteúdo, clique  aqui.

 

DELICIOSO – As expressões idiomáticas em Português

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e para descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

 

(retirado de http://aprendizdeescritor.com.br/escrevendo-no-frigir-dos-ovos/, autor desconhecido)

Currículo Europeu Comum para a formação de professores ao longo da vida: aumentar as competências dos professores para o ensino de alunos imigrantes multilingues

O projecto considera a necessidade de novas qualificações para os professores afectados pelas mudanças políticas, partindo dum conceito “compartimentado” de “ensino de segundas línguas (SL) a alunos imigrantes” para uma “educação inclusiva”, na qual o ensino da SL é visto como uma parte integral de um processo curricular generalizado e comum, ou seja, integrado no processo de alfabetização da SL.

Uma educação para a literacia em SL integrada no ensino regular obriga a mudanças no programa de formação de professores. Todos os professores necessitam de qualificação para o trabalho com alunos de minorias étnicas e linguísticas. Actualmente, nenhum Estado-membro possui um programa geral de educação para os professores que tenha em conta essas necessidades.

O objectivo do projecto é melhorar a formação de todos os professores no seu trabalho com alunos imigrantes, por meio da elaboração de competências baseadas no Programa Comum Europeu para a formação de professores e adaptações nacionais.

“O vazio do conhecimento sobre Portugal”, José Gil diretor do Público por um dia

No passado dia 5 de março, o jornal Público fez anos. E os leitores é que foram presenteados. Presenteados com uma edição grátis e com uma secção dedicada a Portugal… por José Gil. O filósofo português, autor de “Portugal hoje – o medo de existir” (2007, Relógio D` Água), descortina temáticas como “O estado da nação e o seu avesso” e “O que não sabemos sobre nós”.

A edição pode ser descarregada inteiramente aqui.