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Prémio Camões 2013 atribuído a Mia Couto

Mia CoutoO vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o biólogo e escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa . É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.

A escolha foi decidida por um júri, que reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, e de que fizeram parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989) e o escritor e jornalista (director do Jornal de Letras) José Carlos Vasconcelos. E também os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Nascido em 1955, na Beira, no seio de uma família de emigrantes portugueses, Mia Couto começou por estudar Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actual Maputo). Integrou, na sua juventude, o movimento pela independência de Moçambique do colonialismo português. A seguir à independência, na sequência do 25 de Abril de 1974, interrompe os estudos e vira-se para o jornalismo, trabalhando em publicações como A Tribuna, Tempo e Notícias, e também a Agência de Informação de Moçambique (AIM), de que foi director.

Em meados da década de 1980, regressa à Universidade para se formar em Biologia. Nessa altura, tinha já publicado, em 1983, o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho.

“O livro surgiu em 1983, numa altura em que a revolução de Moçambique estava em plena pujança e todos nós tínhamos, de uma forma ou de outra, aderido à causa da independência. E a escrita era muito dominada por essa urgência política de mudar o mundo, de criar um homem e uma sociedade nova, tornou-se uma escrita muito panfletária”, comentou Mia Couto em entrevista ao PÚBLICO (20/11/1999), aquando da reedição daquele título pela Caminho.

Em 1986 edita o seu primeiro livro de crónicas, Vozes Anoitecidas, que lhe valeu o prémio da Associação de Escritores Moçambicanos. Mas é com o romance, e nomeadamente com o seu título de estreia neste género, Terra Sonâmbula (1992), que Mia Couto manifesta os primeiros sinais de “desobediência” ao padrão da língua portuguesa, criando fórmulas vocabulares inspiradas da língua oral que irão marcar a sua escrita e impôr o seu estilo muito próprio.

“Só quando quis contar histórias é que se me colocou este desafio de deixar entrar a vida e a maneira como o português era remoldado em Moçambique para lhes dar maior força poética. A oralidade não é aquela coisa que se resolve mandando por aí umas brigadas a recolher histórias tradicionais, é muito mais que isso”, disse, na citada entrevista. E acrescentou: “Temos sempre a ideia de que a língua é a grande dama, tem que se falar e escrever bem. A criação poética nasce do erro, da desobediência.”

Foi nesse registo que se sucederam romances, sempre na Caminho, como A Varanda do Frangipani (1996), Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra (2002 – que o realizador José Carlos Oliveira haveria de adaptar ao grande ecrã), ou O Outro Pé da Sereia (2006). A propósito dos seus últimos livros, A Confissão da Leoa (2012), mas particularmente Jesusalém (2009), o escritor confessou algum cansaço por a sua obra ser muitas vezes confundida com a de um jogo de linguagem, por causa da quantidade de palavras e expressões “novas” que neles aparecem.

Paralelamente aos romances, Mia Couto continuou a escrever e a editar crónicas e poesia – “Eu sou da poesia”, justificou, numa referência às suas origens literárias.

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os Prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012).

Nas anteriores 24 edições do Prémio Camões, Portugal e Brasil foram distinguidos por dez vezes cada, a última das quais, respectivamente, nas figuras de Manuel António Pina (2011) e de Dalton Trevisan (2012). Angola teve, até ao momento, dois escritores citados: Pepetela, em 1997, e José Luandino Vieira, que, em 2006, recusou o prémio. De Moçambique, fora já premiado José Craveirinha (1991) e, de Cabo Verde, Arménio Vieira (2009).

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.

[in Público, de 27 de maio de 2013]

14.ª edição do Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica

Entre 21 e 23 de fevereiro de 2013 irá realizar-se a 14.ª edição do Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica.

No âmbito do certame, atribuem-se, anualmente, vários Prémios Literários, nomeadamente o Prémio Conto infantil Ilustrado e o Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus, destinados a públicos escolares, nas rubricas conto infantil e poesia, respetivamente.

Até 30 de novembro, está aberto o concurso Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus que, desde 2005, se destina a galardoar, anualmente, um Conto ou um Poema inéditos, em português, escritos por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, naturais de países de expressão portuguesa. O presente Regulamento estipula o envio de três exemplares dactilografados de cada texto a concurso. Cada concorrente poderá apresentar o máximo de dois trabalhos e os textos deverão ser apresentados por escrito e sob pseudónimo. Na edição de 2013, o prémio distinguirá Poesia, sendo que os interessados em participar deverão enviar os trabalhos até 30 de novembro. O valor deste Prémio Literário é de mil euros e, para além disso, o Poema premiado será publicado na edição seguinte da Revista Correntes d’ Escritas.

Até 10 de janeiro, as escolas interessadas podem concorrer ao Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas Porto Editora. Este prémio destina-se a galardoar, anualmente, um Conto Ilustrado inédito, em língua portuguesa, realizado por alunos – conto e ilustração – que frequentem o 4º. ano de escolaridade do 1º. Ciclo do Ensino Básico. O Prémio visa estimular a criação literária, especialmente o desenvolvimento da comunicação escrita e criativa e destina-se a trabalhos coletivos (realizados por todos os alunos de uma turma) com um mínimo de uma e um máximo de três páginas. Cada Escola poderá concorrer com o máximo de dois trabalhos por turma do 4º. ano de escolaridade. Consulte o regulamento no portal municipal.

 

(Toda a informação em http://www.cm-pvarzim.pt/groups/staff/conteudo/noticias/correntes-d2019escritas-divulga-premios-literarios-para-2013/)

Sofia Carvalho e Pereira, do curso de EPE de Mainz-Kastel, vê o seu conto publicado no livro do concurso de “La Atrevida”

Sofia Carvalho e Pereira, de 14 anos do curso de EPE de Mainz-Kastel, da responsabilidade da docente Carla Moita, vê o seu conto “Mar” ser publicado no âmbito do “I Concurso Internacional de Escritores Infanto-Juvenis La Atrevida”. A todos os autores das obras selecionadas para a edição do livro comemorativo será entregue um diploma justificativo da participação no concurso. Este acontecimento terá lugar em Lisboa, dia 7 de julho de 2012.
As regras do concurso eram simples: ter entre 8-14 anos, escrever um texto livre: poema, uma peça de teatro ou uma história com um tema livre.  Os concorrentes não poderiam anteriormente ter sido opositores a qualquer outro concurso. A obra teria de ser enviada até ao dia 28 de fevereiro e os pais teriam de se responsabilizar inteiramente.
A Coordenação de Ensino Português na Alemanha deixa o seu profundo reconhecimento à Sofia e ao seu empenho e um agradecimento à professora Carla Moita e aos pais, que souberam levar este desafio a bom porto. Nas palavras da docente “as sementes “lançadas à terra” mais cedo ou mais tarde dão os seus frutos“.

9º Concurso Nacional Escolar – X Festival de Cinema “O Castelo em Imagens”

A Câmara Municipal de Portel tem vindo a realizar durante o mês de Maio o Concurso Nacional Escolar no âmbito do Festival de Cinema “O Castelo em Imagens“.

Esta edição apresenta novas datas pelo que, este ano, o 9º Concurso Nacional Escolar “O Castelo em Imagens” decorrerá em Portel de 20 a 26 de maio de 2012. Este concurso destina-se a promover visões pessoais e investigação escolar em torno dos castelos portugueses. Todas as obras inscritas devem ter sido realizadas depois de 1 de jeneiro de 2012.

Contactos:

Concurso Nacional Escolar “O Castelo em Imagens”

Câmara Municial de Portel

Praça Dr. Nuno Alvares Pereira

7220 Portel

Para mais informações contactar

266619030

ou cinemaportel@hotmail.com