Arquivo de etiquetas: Literatura

Potencial dos Estudos Luso-Alemães no Contexto Europeu discute-se em Leipzig (9-11 de novembro de 2013)

Vai debater-se, entre os próximos dias 9 e 11 de novembro, o potencial dos estudos Luso-Alemães no Contexto Europeu. Esta iniciativa do Instituto de Romanística da Universidade de Leipzig, apoiada pelo DAAD, contará com a presença de investigadores Portugueses e Alemães, radicados na Alemanha ou em Portugal. Sob o mote “Do Minho, passando por Trás-os-Montes à Saxónia – construindo uma ponte cultural entre periferias”, os investigadores e os estudantes de graduação ou de pós-graduação em Estudos Portugueses irão debater aspetos culturais, identitários, linguísticos, educativos e políticos subjacentes a questões relacionadas com o conceito de “periferia”.

Diálogo de periferias. Leipzig 2013De acordo com a página Internet do evento, o workshop abordará questões como:

  • Como se (re)fazem, como se (re)constróem, como se (re)negoceiam  conceitos de identidade nacional própria e alheia, portuguesa ou alemã respetivamente, em tempos de mudanças e de crises económicas e culturais a nível global ?
  • Qual é – nesse processo – o papel da Europa como elemento unificador de identificação?
  • Qual é  o papel das regiões e do passado político como mitos para a construção de “sentido“?
  • Como se reflete essa construção de identidades no discurso literário?
  • Quais são as consequências socio-culturais (migração, escolha de estudos profissionais e universitários, ensino de línguas) e sócio-linguísticas (contato de línguas) produzidas pelo desenvolvimento europeu na última década?

Refira-se que esta iniciativa é coordenada e organizada por C. Döll e por Ch. Hundt, do Instituto de Romanística da Universidade de Leipzig. A participação é livre e o programa poderá ser consultado em http://identidades2013.jimdo.com/programa-programm/. O evento contará com a presença do Sr. Embaixador de Portugal na Alemanha, Luís de Almeida Sampaio, que proferirá uma alocução acerca da temática no dia 10 de dezembro, pelas 18h00.

Homenageado José Saramago em mais um dos “Jantares do Tiergarten”

Decorreu, no passado dia 22 de novembro, mais uma edição dos “Jantares do Tiergarten”, no Hotel Pestana, em Berlim. A homenagem literária coube, desta feita, a José Saramago (1922-2010), Nobel da Literatura, em 1998. O mote em torno do qual foi discutida a sua obra – “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara“ – deu aso a muitas indagações: o que nos mostrou e mostra Saramago? Quais são as suas inquietações sociais e metafísicas? Como é que esta vasta obra nos continua a interrogar?

jose-saramagoNuma apresentação viva e colorida de detalhes acerca da vida e obra de José Saramago, Luísa Coelho, atual leitora do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, fez esquecer o cheiro tentador do magnífico buffet preparado para os convivas. E falar de José Saramago não implica só o homem: implica a evocação aprofundada de uma época que viveu, nacional e internacionalmente, vários períodos conturbados, desde a Segunda Grande Guerra até à revolução de 25 de abril. Implica ainda falar de História da Literatura e dos diferentes movimentos literários que se sucederam e conviveram em Portugal, sobretudo do Neorrealismo e do Existencialismo. Implica falar de momentos-chave da vida intelectual portuguesa do Século XX (fundação da revista Vértice, por exemplo). E na cascata discursiva, todos os elementos foram incluídos e explicitados.

Entre saladas, bacalhau com natas, coelho à caçador e demais iguarias, houve espaço para leituras de poemas escolhidos, de excertos de “A Viagem do Elefante” e de crónicas de José Saramago, em alemão e em português. As vivas leituras, a cargo da tradutora de Saramago Niki Graça e do tradutor-intérprete Fernando Almeida,  na pesença de Marianne Gareis – outra tradutora de algumas obras do autor na Alemanha, poderão ter deixado arrefecer um prato ou outro, mas aqueceram o ambiente de convívio literário que se impunha.

Antes de um “até breve” e depois da visualização de uma curta-metragem de animação baseada num conto para crianças de José Saramago (“A Flor Maior do Mundo”, disponível no You Tube em http://www.youtube.com/watch?v=TGgC7C2wI-g ), o Embaixador de Portugal em Berlim, Luís de Almeida Sampaio, teve a oportunidade de evocar Saramago, nomeadamente a relação deste com os partidos políticos e a forma como a sua obra literária acaba por ser, paradoxalmente, apartidária.

Recorde-se que os “Jantares do Tiergarten” são uma iniciativa de Luísa Coelho, com o apoio do Camões e da Embaixada de Portugal em Berlim. Em edições anteriores, de entre os homenageados, estiveram já Eça de Queirós e Fernando Pessoa. O próximo encontro literário-gastronómico, prometeu já Luísa Coelho, será alusivo ao Fado, contará com uma exposição sobre este tema e música ao vivo. Motivos suficientes para fazer “crescer água na boca”!

Sílvia Melo-Pfeifer

Quer acompanhar o seu filho nas aprendizagens de Português?

Camões.LogoPara ajudar os pais e encarregados de educação na sua tarefa de acompanhamento das aprendizagens dos seus filhos, nas aulas de Português a cargo do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, este instituto criou programas específicos para os diferentes níveis de proficiência:

O objetivo é o de estimular a cooperação dos pais e encarregados de educação no processo de ensino-aprendizagem e de favorecer o diálogo, em Português, entre pais e filhos, essencial na aquisição da língua. Para além dos conteúdos programáticos, é sugerida uma vasta e rica listagem de livros adequados a cada nível de proficiência linguística, de forma a promover o gosto pela leitura… e quem sabe, pela escrita criativa.

Morreu Urbano Tavares Rodrigues [9 de agosto de 2013]

urbano_tavares_rodrigues_jo_o_rodrigues_1_Urbano Tavares Rodrigues, um dos mais prestigiados escritores da segunda metade do século XX em Portugal, morreu esta sexta-feira, 9 de agosto de 2013, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, aos 89 anos.

Urbano Tavares Rodrigues nasceu em Lisboa, a 6 de dezembro de 1923, filho de uma família de grandes proprietários agrícolas de Moura, Alentejo. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Militante do Partido Comunista Português, Urbano Tavares Rodrigues foi impedido de lecionar em Portugal por razões políticas. Esteve preso em Caxias, tendo acabado por se exilar em França.

Durante o exílio teve oportunidade de conviver com alguns dos maiores intelectuais dos anos 1950. Depois do 25 de abril de 1974, regressou a Portugal. Lecionou na Faculdade de Letras, foi crítico literário e jornalista.

Autor de diversos romances, Urbano Tavares Rodrigues escreveu também em diversas revistas e jornais de renome, como o “Bulletin des Études Portugaises”, a “Colóquio-Letras”, o “Jornal de Letras”, “Vértice”, “Nouvel Observateur”, entre outros. Foi diretor da revista Europa e crítico de teatro nos jornais “O Século” e “Diário de Lisboa”.

O seu último livro, “Escutando o rumor da vida seguido de solidão em brasa”, foi lançado em 2012. Com uma carreira literária de 61 anos, Urbano Tavares Rodrigues recebeu vários galardões literários como o Prémio Ricardo Malheiros com a obra “Uma Pedrada no Charco”, o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, o Prémio da Imprensa Cultural, o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

Notícia publicada em http://www.instituto-camoes.pt/noticias/lingua-e-cultura/morreu-o-escritor-urbano-tavares-rodrigues

„Wozu Dichter in dürftiger Zeit?” – Sérgio Vaz no Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões na Universidade de Hamburgo

Poeta Sérgio Vaz no ofício da palavra.
Poeta Sérgio Vaz no ofício da palavra.

“Para quê poetas em tempos de indigência?“ – Os versos de Friedrich Hölderlin podiam bem servir de epígrafe à obra de Sérgio Vaz, o poeta e ativista cultural que no dia 24 de maio de 2013 o CLP/IC recebeu no âmbito da Semana de Literatura Marginal em Berlim, Hamburgo e Colónia. Os organizadores do evento, Prof. Dr. Markus Klaus Schäffauer e Ingrid Hapke, apresentaram Sérgio Vaz ao numeroso público (cerca de 40 pessoas) que enchia a sala. Sérgio Vaz contou então como se tinha tornado poeta.

Terá sido com a leitura de D. Quixote de la Mancha que Sérgio Vaz tomou consciência de que não era tão louco quanto ele pensava, nem as pessoas ditas “normais” eram tão normais quanto elas pensavam. Mas, mais ainda do que isto, a leitura de Cervantes transformou-o numa pessoa feliz. A partir daí, foi compreendendo, à medida que ia construindo a “Cooperifa” ( um projecto socio-cultural na periferia de São Paulo), que a sua missão era levar poesia e livros a quem nunca tinha podido ler, e filmes e teatro a quem nunca tinha podido ver esses espectáculos. Ingrid Hapke tornou possível, com a sua eficientíssima interpretação (“Dolmetschen”), que o público alemão pudesse acompanhar a história de Sérgio Vaz.

Mais do que palestra sobre a sua obra, a sessão de Sérgio Vaz transformou-se numa verdadeira performance quando começou a ler os seus poemas. E como tal não tardou a ter resposta do público, que logo dedicou um poema ao “Senhor Vaz”. O momento do “testemunho” aconteceu também, pela voz de um jovem estudante alemão, que se apresentou e perguntou se sabiam onde é que ele tinha começado a gostar de poesia. Para espanto de muitos, informou que tinha sido na Cooperifa de São Paulo com Sérgio Vaz.

O patrono do Centro, o poeta Luís – também Vaz – de Camões, estará provavelmente a sorrir lá do céu…

„Wozu Dichter in dürftiger Zeit?” – Sérgio Vaz im  Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões in der Universität Hamburgo

 Am 24. Mai 2013 durfte das CLP/IC im Rahmen der Woche der Marginalen Literaturen in Berlin Hamburg und Köln den Poet und Kulturaktivisten Sérgio Vaz in Hamburg begrüßen. Die Organisatoren der Veranstaltung, Prof. Dr. Markus Klaus Schäffauer und Ingrid Hapke, präsentierten Sérgio Vaz dem großen Publikum (circa 40 Interessierte), welches den ganzen Raum einnahm.

Mit der Lektüre des D. Quichote de la Mancha soll Sérgio Vaz entdeckt haben, dass er nicht so verrückt war, wie er dachte und auch die “normalen” Menschen nicht so normal, wie sie dachten. Die Geschichte von Cervantes hat darüber hinaus Sérgio Vaz zu einem glücklichen Menschen gemacht. Es hat Sérgio Vaz auch dazu gebracht die “Cooperifa”( ein soziokulturelles Projekt in der Peripherie von Sao Paulo) zu gründen, die das Ziel hat, Menschen Literatur, Filme und Theater näher zu bringen, die nie die Chance hatten, mit ihnen in Kontakt zu treten. Ingrid Hapke brachte mit ihrer exzellenten Übersetzung die Geschichte von Sérgio Vaz auch dem deutschen Publikum nahe.

Als Sérgio Vaz anfing seine Gedichte zu lesen wurde der Vortrag über sein Leben und Werk zu einer Performance. Als solche hat das Publikum ihn auch wahrgenommen und ihm gleich eine Antwort in Form eines Gedichts gegeben mit dem Titel „Senhor Vaz“. Der “Beweis” für die Wirkung von Sérgio Vazs Projekt kam überraschender Weise von einem jungen deutschen Student, der sich vorstellte und dem Publikum erklärte, an welcher Stelle er angefangen habe Poesie zu mögen. Zur Überraschung von vielen war es in Sao Paulos Cooperifa mit Sérgio Vaz gewesen.

Der Patron vom Centro, der Poet Luís – ebenfalls Vaz – de Camões, hat wahrscheinlich lächelnd vom Himmel runtergeblickt…

[por Ana Maria Delgado – Centro de Língua Portuguesa de Hamburgo]

Prémio Camões 2013 atribuído a Mia Couto

Mia CoutoO vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o biólogo e escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa . É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.

A escolha foi decidida por um júri, que reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, e de que fizeram parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989) e o escritor e jornalista (director do Jornal de Letras) José Carlos Vasconcelos. E também os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Nascido em 1955, na Beira, no seio de uma família de emigrantes portugueses, Mia Couto começou por estudar Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actual Maputo). Integrou, na sua juventude, o movimento pela independência de Moçambique do colonialismo português. A seguir à independência, na sequência do 25 de Abril de 1974, interrompe os estudos e vira-se para o jornalismo, trabalhando em publicações como A Tribuna, Tempo e Notícias, e também a Agência de Informação de Moçambique (AIM), de que foi director.

Em meados da década de 1980, regressa à Universidade para se formar em Biologia. Nessa altura, tinha já publicado, em 1983, o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho.

“O livro surgiu em 1983, numa altura em que a revolução de Moçambique estava em plena pujança e todos nós tínhamos, de uma forma ou de outra, aderido à causa da independência. E a escrita era muito dominada por essa urgência política de mudar o mundo, de criar um homem e uma sociedade nova, tornou-se uma escrita muito panfletária”, comentou Mia Couto em entrevista ao PÚBLICO (20/11/1999), aquando da reedição daquele título pela Caminho.

Em 1986 edita o seu primeiro livro de crónicas, Vozes Anoitecidas, que lhe valeu o prémio da Associação de Escritores Moçambicanos. Mas é com o romance, e nomeadamente com o seu título de estreia neste género, Terra Sonâmbula (1992), que Mia Couto manifesta os primeiros sinais de “desobediência” ao padrão da língua portuguesa, criando fórmulas vocabulares inspiradas da língua oral que irão marcar a sua escrita e impôr o seu estilo muito próprio.

“Só quando quis contar histórias é que se me colocou este desafio de deixar entrar a vida e a maneira como o português era remoldado em Moçambique para lhes dar maior força poética. A oralidade não é aquela coisa que se resolve mandando por aí umas brigadas a recolher histórias tradicionais, é muito mais que isso”, disse, na citada entrevista. E acrescentou: “Temos sempre a ideia de que a língua é a grande dama, tem que se falar e escrever bem. A criação poética nasce do erro, da desobediência.”

Foi nesse registo que se sucederam romances, sempre na Caminho, como A Varanda do Frangipani (1996), Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra (2002 – que o realizador José Carlos Oliveira haveria de adaptar ao grande ecrã), ou O Outro Pé da Sereia (2006). A propósito dos seus últimos livros, A Confissão da Leoa (2012), mas particularmente Jesusalém (2009), o escritor confessou algum cansaço por a sua obra ser muitas vezes confundida com a de um jogo de linguagem, por causa da quantidade de palavras e expressões “novas” que neles aparecem.

Paralelamente aos romances, Mia Couto continuou a escrever e a editar crónicas e poesia – “Eu sou da poesia”, justificou, numa referência às suas origens literárias.

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os Prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012).

Nas anteriores 24 edições do Prémio Camões, Portugal e Brasil foram distinguidos por dez vezes cada, a última das quais, respectivamente, nas figuras de Manuel António Pina (2011) e de Dalton Trevisan (2012). Angola teve, até ao momento, dois escritores citados: Pepetela, em 1997, e José Luandino Vieira, que, em 2006, recusou o prémio. De Moçambique, fora já premiado José Craveirinha (1991) e, de Cabo Verde, Arménio Vieira (2009).

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.

[in Público, de 27 de maio de 2013]

Promoção da leitura em Português em Munique

apresentacao  Livro MuniqueTeve lugar, no passado dia 12 de março, nos cursos de LCP da Mittelschule, em Munique, a apresentação do livro infantil “O Filho do Boto Cor de Rosa“, pela escritora Alexandra Magalhães Zeiner.  Participaram, nesta atividade, o professor Rui Pissarra, os Encarregados de Educação e os alunos dos cursos de LCP de Munique (principalmente os alunos dos 5 anos aos 12-13 anos). A atividade, que esteve aberta a todos os alunos e encarregados de educação, teve como objetivos principais a promoção e o intercâmbio cultural e linguístico entre Portugal e o Brasil, assim como o desenvolvimento da motivação dos alunos para a leitura em Língua Portuguesa.

“A vida a rimar”, por Mino

“A vida a rimar”, escrita por Mino (Cristiano Dias), é uma obra infanto-juvenil com dez histórias impregnadas de mensagens e valores que devemos cultivar. As histórias, escritas em verso, constituem uma viagem pela infância e primeira adolescência, explorando temáticas como os romances e desilusões amorosas dos pequenos, os queixumes de crianças de países desenvolvidos em contraste com meninos que nada têm, a desertificação das aldeias e o heroísmo da profissão de bombeiro. Desfilam nestas histórias crianças que vivem emoções e aventuras que surgem no seu (e nosso) quotidiano. Para pequenos e grandes que não se esquecem que já o foram…

A vida a rimar

Extrato de um história:
Acidentes culinários
 
Uma azáfama constante,
Um ritmo alucinante
Mas pra quê ou quem?
Tudo pro Dia da Mãe!
Duas horas para ela chegar,
Por isso toca a trabalhar
Uma grande empreitada,
Dois bolos de enfiada!
Um a seguir ao outro,
A ver se não dá para o torto
Sorte o papá ser bestial,
Cozinheiro profissional!
Na cantina da escola,
Chefe de alta bitola!
E os seus cozinhados,
quase sempre adorados
Uma ementa saudável,
Deliciosa e agradável!
(Informação enviada por Marla Andrade).